Entra e repara sim, na bagunça. Esse é meu jeito e não tem jeito, nunca vou me arrumar

Não se assuste com a bagunça que sou. No fundo, eu sei bem onde cada pedacinho meu está. Sou uma confusão meticulosamente organizada e, ao meu modo torto, vou tentando me encaixar nas constantes nuances da vida.

Nunca tive interesse em seguir padrões. Na verdade, eu gosto mesmo é de me arriscar e gosto mais ainda quando se arriscam em mim. Quando decidem se aventurar no furacão que é o meu interior. Quando resistem aos piores monstros que me atormentam.

Entre lembranças, mágoas, sorrisos e dores, aqui dentro existe ainda uma grande quantidade de cacos espalhados. E eles costumam machucar. Olhe bem onde pisa e não esqueça de andar na ponta dos pés.

Depois de passear por todos os recantos de mim e finalmente conseguir se sentir confortável para ficar aqui, comigo, o que me resta é dizer obrigado. Porque não existe sensação mais perfeita do que quando uma pessoa te aceita e decide permanecer em tua vida, mesmo sabendo a completa bagunça que você é.

 

Paraibano, escreve nas redes sociais desde 2010 e é autor do livro “Talvez não seja tarde”. Jey encontra na escrita a sua válvula de escape e é na simplicidade das palavras que ele extravasa todo o seu sentimento.

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