Amadurecer é entender pelo que vale a pena lutar

É tão mais cômodo desistir… Parece ser bem mais fácil jogar a toalha e sair de mansinho como se nada estivesse acontecendo, não é? Cá pra nós, é mesmo.

Ninguém é obrigado a se manter em um sofrimento lento e doloroso por um longo espaço de tempo. E quando tudo parece não conspirar a favor, a única saída esperta é realmente desistir.

Mas eu só tenho algo a acrescentar: essa é a solução encontrada pelos fracos ou covardes. Confesso que um dia também enfraqueci e me acovardei, abandonando coisas que me davam muito trabalho e demorei a aprender algo essencial, eu só precisava entender quem valia a pena a minha luta.

E isso não quer dizer que eu saia por aí esvaindo minhas forças, insistindo em tudo e todos. Pelo contrário, eu necessitei avaliar o que me cercava e descobrir o que merecia receber meus esforços. Abrir mão, às vezes é um ato de liberdade. Permanecer, às vezes tem muito a ver com coragem.

Talvez tenham sido as doses de maturidade que tomei durante meus percursos até aqui. Mas de uma forma ou de outra eu entendi que não era certo largar pessoas importantes devido acontecimentos bobos. Eu descobri que estava me traindo quando decidia me desfazer de sentimentos bonitos por conta de deslizes pequenos.

As pessoas erram. Eu erro. Todos erram. E isso não implica dizer que é de minha responsabilidade engolir tudo que me oferecem. Não, definitivamente não é isso. A questão é conseguir filtrar e saber quais batalhas merecem ser enfrentadas.

Desistir do que é importante é egoísmo. A gente acaba se privando de coisas lindas que poderiam acontecer, por deixar que a facilidade do ego, do orgulho, da mágoa ou do rancor vençam o melhor que há em nós.

Eu não faço ideia de como saber diferenciar com propriedade o que é válido para merecer sua luta, mas talvez deixar o coração guiar seus planos seja o primeiro passo para isso. Os riscos vão sempre existir e prefiro corrê-los. Desistir pode até ser a primeira coisa que surja em sua cabeça diante de uma situação difícil, mas desistir não é a solução ideal para tudo. Jamais será.

 

Paraibano, escreve nas redes sociais desde 2010 e é autor do livro “Talvez não seja tarde”. Jey encontra na escrita a sua válvula de escape e é na simplicidade das palavras que ele extravasa todo o seu sentimento.

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