A Última Carta

Oi… ou seria tchau? Não me importa. Não mais… Suas lembranças já não mais me fazem arder com o calor do sentimento que tenho, tinha, talvez ainda venha a ter por você. Sua risada contida e sem muito som já não mais me soa como um chamado desesperado por atenção ou qualquer tipo de pedido que venha a ser.

Sinto muito se não lhe dei chance de falar enquanto eu falara sozinho comigo mesmo sobre nós dois. Ou como quando eu planejei os nossos futuros de maneira onde apenas eu desfrutava de um… Sinto muito estar a jogar o pano sem que você nem tenha conhecimento disso, apesar de, quem sabe, já nem fazer mais diferença pra você. E que não faça. E que não tenha feito, nem efeito… E que não tenha mais do que palavras jogadas ao vento como todas que joguei enquanto não tive pra quem falar nada durante todo esse tempo.

Sinto muito, mas já não sinto o suficiente pra continuar a sentir. Sinto muito por não ter compreendido o que sentira quando achava não sentir nada. E quem sabe fosse um nada, de fato… Que seja. Desisto. Desisti. Fim. Acabou. Chega disso. Se tenho um objetivo desde o inicio disso era de que isso tornasse fato aquela frase de que se esquece alguém tornando esse alguém literatura. Ok, isso não é bem literatura de primeiro mundo literário, porém não me faz diferença quando se trata de você ser algo incrível ou não. Pois é, você sempre deixou qualquer coisa que tivesse seu “ar” incrível, não importa o quão escroto seja o ar que você venha a “tocar”.

Você é incrível, apesar de não ser. Você é você, não sei como nem por onde, mas é. Você é grande. Seus ossos não mais se fazem desse tamanho (que você tanto odeia) do que pra simplesmente pra suportar o quão fascinante você é. E que ossos bonitos… que corpo bonito! Que mulher bonita! Que coisa, não? Me pergunto o que seria de mim hoje se não tivesse aceitado chamar você pra conversar…

Que esquina da vida teria virado? Quem eu seria agora se não mais alguém que fez de um ser algo pra se superar? O que tem feito? O que fez com os meus restos? E as suas roupas, são as mesmas? O cabelo ta menor? Ainda criando gatos? Que esquina você vira ao sair de casa? Ainda é a mesma casa? Te desenhei na minha pupila, espero que não se importe. Quando as pessoas olham nos meus olhos enxergam você… mas acabou. To acabando. Chega disso!

Chega dessas coisas ruins (não que você seja assim, porque na verdade você é!) Talvez eu já esteja com alguém quando resolver mandar isso, assim como você também. Aliás, espero que esteja. Sinto que te esquecer me evita problemas. Aliás, já esqueci. ESQUECI.

Nem sei de quem estou falando… quem é você? Pra quem escrevo? Quem é você que me faz perder horas do dia pra pensar sobre alguma coisa que não sei o que é? Nem me lembro… De onde vem? Pra onde está indo? Com quem ta indo? Ah, esqueci, não me lembro. Não me importo. Não quero saber… mas só pra você saber… não, não precisa saber de nada. Nem eu sei. Não sei mais. Já fui e não volto.

Hoje foi um dia feliz, hoje foi um dia feliz porque resolvi exorcizar você. Hoje foi um dia feliz porque sua falta já não me faz falta e não me rende mais vida. E que vida! Tenho uma, lembrei… Tenho uma e você não mais faz parte dela. Tenho uma e sinto que será melhor de agora em diante, pois tenho uma e sei que ela me tem por inteiro. E não por partes, como havia sido desde que você partiu e me partiu junto. Adeus. Mas, antes de mais nada… quem é você? Não sei, e, cara… desisti de saber.

 

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