Desamor

Amor não acaba. Pelo menos é isso o que dizem por aí, mas não sei se acredito.

Já senti o coração sentir tanto amor que não caberia mais. E doeu, doeu, doeu até virar um imenso nada. Outras vezes já virou carinho. Muitas outras já virou arte.

Tudo bem, pode até não acabar, mas pode sim se transformar. Inclusive, em nada. O nada às vezes preenche vazios que os amores deixam.

Quem lê isso tudo deve pensar: Falar é fácil, né? Sim, mas falar é o primeiro passo para a ação. E é por isso esse texto. Decidi que preciso te desamar.

Te desamar porque você nunca começou a me amar.

Te desamar porque já não dava mais pra amar por nós dois. Nem doer por dois.

Te desamar porque você partiu pro outro lado do mundo e nem disse adeus.

Te desamar porque desamar é mais fácil agora que cê tá longe.

E que fique claro: Eu não desisti porque pra desistir a gente precisa um dia já ter acreditado, mas você não me deu essa chance.

Você não me deu essa chance, muito embora eu tenha sido aquela quem criou um mundo alternativo no qual só vivíamos nós dois. Eu fui aquela que postava incessantemente músicas da Mallu Magalhaes na tentativa de fazer você entender meus sentimentos confusos e enormes por meio das letras dela. Eu também fui aquela que você não quis e a essa categoria fui reduzida.

Eu te dei a mão enquanto você me deu uma de suas várias faces. Aquele face era suficientemente única. Mas você preferiu ter outras.

Eu fui aquela que te ensinou a meditar e a ver a aura do mundo.

Eu fui aquela que te deu luz no meio de um apagão e que te deu história quando você só tinha uma frase.

Te dei chuva no meio da seca. Te dei amor em meio a tanta falsidade. Te dei carinho em meio a tanta frieza.

É, eu sei que preciso te esquecer. Eu sei que preciso te desamar. Eu sei, eu sei de tudo isso. Sei que te ganhei e te perdi num único segundo e sei que a culpa não é minha.

Sei que você é um fantasma. Um fantasma que ninguém vê, nem eu. Só a minha mente. Um fantasma que me beija, me abraça, segura minha mão e que depois vai embora sem deixar rastros.

Eu precisei desamar.

Mas era verídico, ta bem? Ainda é. Mas eu vou, aos poucos, te desamando.

E a nossa história vai virando apenas mais uma lembrança boa pra minha coleção.

Taurina, viciada em Greys Anatomy e Taylor Swift, estudante de direito por obrigação e escritora por amor.
Dona do Palavras e Clichês

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