Talvez você não se lembre de nós, mas eu ainda lembro

Talvez você não se lembre mais de nós,
Talvez seja porque já tenha outra em sua cama, ocupando meu lugar.

Mas a minha continua aqui, vazia,
Guardando seu espaço,
Afogada em perfumes que você usava.
Não tive coragem de ocupar o seu lado.

O banheiro está cheio ainda.
Cheio dos seus shampoos, desodorantes, produtos de cabelo e loções.
Você não se deu ao trabalho de vir buscá-los,
Apenas passou em outra farmácia, comprou tudo novamente
E se instalou no banheiro da casa dela.

Esse é quem você é.
Eles me disseram, mas eu não quis ouvir.
Ao primeiro sinal de rímel borrado e problema, você sairia pela porta e não voltaria mais.
Nem mesmo para recolher seus pertences.
E foi exatamente assim que você fez.

Eu quis acreditar, quis dar a você o benefício da dúvida,
Acreditar que comigo seria diferente, porque você disse que me amava.
Mas você não ama ninguém, nem mesmo seus produtos de beleza, que deixam seu cabelo perfeito.

Ego é o seu alimento,
Covardia é a sua mãe,
Medo é o seu pai.

Medo de se apaixonar, se entregar, amar.
Então você precisa sair por aí, preenchendo banheiros e deixando camas vazias,
Saindo pela porta, sem nenhum aviso de “até breve”.
É quem você.

Mas, ao contrário do que eles pensam quando dizem “eu te avisei”,
Eu só consigo sentir muito por você.
Eu acredito, me arrisco e pulo, tendo a certeza de que, algum dia, alguém irá me segurar,
Enquanto você estará sozinho com sua cama vazia e seu banheiro cheio do cheiro dela, que mesmo você tendo lutado, como eu lutei por você, foi embora e te deixou sozinho, como você me deixou.

 

Mineira que vive no Rio, escreve em vários blogs lindos, ama Friends e Taylor Swift e, apesar de ser advogada, se encontra mesmo é na escrita. Ama café, pôr do sol no inverno, gatos e odeia pagar boletos. Dona e proprietária do Vigor Frágil

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