Você partiu meu coração

Parei de amar você o dia que você menosprezou todo o meu sentimento. Eu me declarava e expunha tudo o que sentia, da forma mais doce que sei fazer. Eu estava me entregando e você menosprezou todo meu sentimento. Tinha um desdém no teu tom de voz quando você disse que só o amor não era suficiente. Você pediu mais. Mas eu te dei meu coração, como poderia te dar mais? Não poderia. Te dei o meu máximo. Mas o meu máximo não estava a sua altura, aparentemente.

O meu máximo, pra você, era muito pouco e foi descartado feito lixo… Eu me pergunto: Como um amor, que preenche todo o coração, pode ser pouco? Juro que se eu tivesse mais um, te dava. Mas não posso. É impossível. Amei por dois, mas ainda assim, não foi suficiente pra te manter aqui. Você fez pouco caso do presente mais importante que eu poderia dar. Doeu, sabe? E nem foi o peito vazio, que não tinha mais como pulsar. Mas me doeu o teu sorriso mesquinho, dizendo que eu era boba e que amor – e só amor – nunca seria suficiente.

Que a vida não é um mar de rosa, que a realidade é um bichinho cruel e traiçoeiro. Você estava destruindo todas as minhas esperanças, no mundo e na gente. Você estava destruindo todo meu sonho. Você estava destruindo todo nosso futuro. Eu fui boba em te dar algo que você não vê valor. Eu me doei da forma mais pura e linda que podia. Eu me dei, literalmente. E você riu. Pegou meu coração entre as mãos, olhou para o ‘amor’ pulsando e riu. Entre risos que me humilhavam, esmagou todo meu sentimento ali. Meu coração virou poeira entre as folhas da calçada. O amor evaporou na primeira rajada de vento.

Mas que saber? Ainda bem que você não quis. Coração é órgão vital, é coisa importante demais pra dar a qualquer um… (…) Outro dia pensei ser irreversível a mudança que você fez em mim. E talvez tenha sido, mas pra melhor. Aprendi a não me doar tanto, a não embrulhar pra presente o que não têm chance no futuro. O que eu te dei não foi pouco. Pelo contrário, foi muito. Foi exagero. Errei. Juntei toda a poeirinha deixada pelo o que, um dia, já foi um coração tomado pelo seu amor.

Limpei, enxuguei e moldei num novo coração. Um coração cheinho de amor próprio, sem espaço para amores vazios.

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