10 coisas para fazer após o término de relacionamento

Foi bonito foi, foi intenso, foi, mas acabou. Deu o que tinha de dar, sobrou, transbordou, e agora, tudo é apenas lembrança.

Então, o que fazer com o tempo livre que de repente surgiu em sua agenda e vida? Como dar o start necessário à corrida pelo seu próprio sorriso? Como ocupar a mente de modo que a bad não venha e traga junto uma enxurrada de lágrimas?

Está procurando motivos para estar bem e plena consigo mesma? Se liga nessa listinha (básica, porém ótima) e comece hoje mesmo a reviravolta do seu mundo.

 

1 – Limpe a casa, e também o coração.

Isso mesmo que você leu: LIMPE-A-CASA. Pegue uma vassoura, alguns paninhos, e comece a limpar. Talvez seu quarto seja o lugar que mais necessita dessa limpeza, afinal, é lá que você passa a maior parte de seu tempo. Limpe as gavetas, os armários, mesas… Todo e qualquer lugar onde ainda houver algum vestígio do que foi vivido. Tire os moletons emprestados, os tênis esquecidos, as fotos coladas no interior das portas do guarda-roupas. Pegue as pelúcias e outros enfeitinhos e coloque em um saco. Limpe seu quarto de tudo aquilo que ao olhar, te faz lembrar e chorar.

Coloque o colchão no sol, e aproveite para pendurar a alma no varal. Limpe os cantinhos do rodapé e também os do coração. Tudo o que for excesso deve ser retirado. É duro de aceitar, mas sua relação terminou, não há porque continuar guardando o que não será mais usado.

Por isso, troque as cortinas, dobre o tapete, organize as roupas. Limpe os pensamentos, tome um banho e vista uma blusa confortável. Quando seu espaço externo estiver pronto, você vai perceber que o externo automaticamente ficou mais iluminado. ;D

2 – Saia com amigos.

É sexta-feira amor, não há porque ficar em casa assistindo “como eu era antes de você”, comendo chocolate e stalqueando seu ex-amor à espera de publicações que te deixem ainda mais pra baixo. Saia com seus amigos; vá ao pub, ao bar, ao cinema, à sorveteria, à igreja… À qualquer lugar que for, mas vá. Sente na praça, deite sob o céu, caminhe na areia da praia, dê uma volta no espaço de caminhadas da cidade. Faça qualquer coisa, só não fique em casa se culpando pelo que aconteceu. Permita-se conhecer gente nova, dar risada, ouvir sobre coisas diferentes.

Você não tem culpa pelas circunstâncias que os levaram ao término, não tem mesmo. Aconteceu o que tinha de acontecer, e aos poucos, sem você perceber, a vida vai voltar ao normal. Mas enquanto ela não voltou, você pode ao menos se reacostumar a sair à noite, sem hora para voltar (ou com hora, depende de você), para se divertir, sem nenhuma culpa.

3 – Leia “não se apega não” da Isabela Freitas e “coisas da vida” da Martha Medeiros.

Sério, leia esses livros, ou ao menos um deles.

Os livros falam sobre garotas apaixonadas (calma rapazes, vai ajuda-los também) que procuram loucamente por um amor, mas que precisam desapegar. As realidades por trás dos relacionamentos “perfeitos” é comentada e mais que isso, discutida e exposta, nos fazendo pensar sobre o quanto é mais importante amar primeiro a si mesma, e depois, então, nossa tão sonhada alma-gêmea.

4 – Inicie um novo hobby.

Quando rompi meu primeiro relacionamento fiquei extremamente estressada e triste, o que me levava a comer muito mais (haja doce) e sentir desinteresse por qualquer tipo de atividade. Devido minha constante falta de vontade, os pensamentos se acumulavam, o que me deixava triste e nervosa, imaginando o pior e criando as mais loucas paranoias. Foi então, que alguém (bendito seja meu tio) me levou para caminhar ao redor da lagoa próxima à minha casa. Eu andei por mais ou menos 30 minutos, e quando voltei, estava bem mais leve.

Depois disso, aprendi a colocar os fones no último volume e caminhar ao menos uma vez por semana. Fico mais tranquila, menos estressada, e consigo organizar todo essa imensidão de sonhos, planos e ansiedade que há dentro de mim.

Comece um novo hobbie; escreva, dance, corra, caminhe, passeie de bicicleta, sente na orla da praia, ouça música, vá à academia, inicie trabalho voluntário, faça um curso rápido de culinária… Qualquer coisa que te dê prazer em realizar. Encontre uma atividade que além de preencher seu tempo preencha também este teu coração que busca sossego.

5 – Faça uma viagem.

Vamos passear! Minha avó dizia que “cabeça vazia é oficina do diabo”, então vamos ocupa-la com novidades, pessoas, ares e renovação. Conheça novos lugares. Vá sozinha, vá com os amigos, vá com seus pais. Se estiver com uma graninha legal, vá a outros países, ou outros estados brasileiros. Já conhece Florianópolis? Pico do Gavião? Poços de Caldas? Porto de Galinhas? Ainda não? Então vá! Passe o fim de semana em um lugar legal vendo gente bonita e ouvindo sotaques diferentes.

Se estiver sem grana, vá mais perto. Você já conhece todas as cidades ao redor da que mora? Se não, comece já! Conheça o centro, o teatro, o shopping, os bares e pubs, a faculdade, tudo! Se puder ir um pouquinho mais longe, pegue o busão e vá. Há um aplicativo do governo (ID Jovem) que pode te dar uma forcinha para conseguir uma passagem gratuita (olha que máximo).

Você tem tempo livre, então vamos bater pernas! Nada melhor que lugares diferentes para voltar para casa com a mochila e a cabeça repletas de histórias, gargalhadas, lembranças e lembrancinhas.

6 – Organize suas redes sociais

Esse momento é bem tenso, porém necessário.

É hora de excluir aquelas fotos, vídeos, marcações e tudo mais que gera questionamentos alheios que além e desnecessários, são chatos.  

Então vamos lá, tome coragem e comece pelas conversas do whats app. Apague aquela última conversa de vez. Já faz mais de semana que ela está lá, arquivada, esperando que o assunto recomece, então, clique nela, depois na lixeirinha e pronto, conversa excluída!

Agora vamos para outras possíveis conversas, como mensagens e e-mails, por exemplo. Apague tudo, a menos que parte daquilo ainda lhe seja necessário para alguma transação, ou algo similar. Mas vem cá, em hipótese alguma use essas conversas como forma de vingança; pode acreditar, não vale a pena, não mesmo. Você não quer que o outro lado divulgue suas coisas, não é mesmo? Então também não divulgue nada sobre ele ou ela.

Depois é a vez dos vídeos. Se existirem, exclua-os. Se forem importantes a você, arquive em um pen drive ou algum tipo de nuvem, mas não deixe disponível em suas redes sociais. Não deixe espaço para perguntas invasivas que podem te constranger ou mesmo ocasionar dor. Os vídeos foram lindos enquanto filmados, porém, agora eles são parte de seu passado. Não há por que deixar que permaneçam ali, junto com o que ainda virá em sua vida.

E agora a parte mais difícil: as fotos. A fotografia ainda não é reconhecida pela academia como uma das artes, mas convenhamos, está mais que na hora de ser. É incrível como uma imagem congelada tem o poder de nos transportar no tempo direto para o momento vivido no instante em que o clique aconteceu.

Por isso mesmo é tão importante retirar de suas redes as muitas fotos de vocês dois, e isso envolve também as marcações realizadas por seus amigos, parentes, estabelecimentos e outros. Algumas redes contam com a opção de diariamente expor uma de suas memórias, ou seja, aquelas postagens antigas, e não vai ser legal se de repente, num momento bad, uma dessas fotos simplesmente surgir em sua timeline, não é mesmo?

Então, remova. Tire de lá, exclua, faça uma “limpa” como diria minha mãe. Mas faça você mesma essa renovação de seu espaço virtual. Tome fôlego, seja forte e faça o que tiver de fazer. Você é uma pessoa incrível, que está suportando o peso da situação da melhor maneira como pode, e fazer sozinha essas alterações em suas redes sociais só vai te provar ainda mais o quanto é capaz de passar por cima de qualquer coisa.

7 – Tire um tempo com você

Há quanto tempo você não sai para fazer algo que realmente quer fazer? Tomar um café, ir ao shopping, ficar deitada na grama olhando o céu, visitar os avós, sentar sozinha em uma montanha e admirar a imensidão do mundo.

Você precisa de seu próprio tempo; saciar suas vontades particulares, respirar um ar com folga, permitir-se vislumbrar o que há de encanto no simples.

Por isso, aproveite seu tempo de solteira para acostumar-se a estar só e bem com isso. Aprecie sua liberdade e também sua própria companhia. Vá a um restaurante experimentar comida japonesa; vá a um fast food comer um hambúrguer; vá ao cinema assistir um filme; vá a um cruzeiro de navio; vá onde quiser, onde lhe couber, mas vá sozinha encontrar-se consigo mesma. Nas esquinas mais solitárias da vida encontramos os sorrisos mais sinceros, então vá, passe a esquina e deixe sua marca por todos que cruzarem seu caminho.

8 – Converse com ao menos 01 pessoa desconhecida

Sabe aquela pessoa que senta-se ao seu lado no ônibus e fica ali, olhando para o nada, mas que meia hora depois torna-se apenas a mulher da blusa azul, ou o rapaz de camisa xadrez do qual você não sabe nem ao menos o nome? Então, é hora de eles serem mais que isso!

Converse com alguém na fila do pão, no metrô, no ponto de ônibus, no corredor da universidade, no posto de gasolina. Converse! Pergunte qual seu nome, fale sobre o tempo, divida o nome da música que está ouvindo, pergunte sobre como foi o dia daquela pessoa.

Sei que parece loucura e até mesmo esquisitice, mas os estranhos tem muitas coisas interessantes a dizer. Eles são homens e mulheres que estudam, trabalham, vão à balada, são conectadas com Deus, vieram de outro país, tem uma baita história de vida e muito mais. Quando você conseguir manter uma conversa saudável com um estranho, por pequena e simples que seja, pode acreditar: não haverá mais nada que você considere impossível.

9 – Abrace seus pais, converse com eles e os deixe participar do seu momento de alguma forma

Quando rompemos um relacionamento fazemos muito mais que isso: rompemos o relacionamento que nossos pais mantinham com aquela pessoa, e nem sempre é fácil para eles lidar com a situação.

Como sempre, eles vão encontrar uma enorme dificuldade em perguntar coisas bobas, como por exemplo se você está bem e se podem ajudar em algo, e em alguns casos você na verdade nem quer que eles façam isso, mas olha, de verdade, deixe eles participarem. Estipule seu próprio limite para que a interação entre você e eles não seja invasiva, mas deixe que eles saibam o motivo do término e se você que chocolate, por exemplo.

Abrace-os e mostre o quanto o apoio deles é importante. Eles podem ser duros, e um pouco (ou um muito) “despreocupados”, mas pode acreditar, se pudessem, estariam passando a dor do término em seu lugar. Por isso, deixe que eles tenham alguma participação. Se te derem doces, coma; se te abraçarem e você sentir vontade de chorar, chore; se disserem coisas como “eu avisei”, simplesmente ignore e saiba que essa situação te trouxe crescimento.

10 – Recomece de onde parou

Onde você estava mesmo quando iniciou essa relação? Talvez no meio de uma faculdade, em um emprego novo, no planejamento de uma viagem, ou em uma nova sequência de cores de esmalte. Então, volte. Se parou seu curso, está mais que na hora de destrancar a matrícula e voltar com tudo. Se já terminou a graduação, então é hora de pensar em outra, ou talvez em uma pós, ou algo assim. Vá tirar sua carteira de motorista, seja independente. Procure outro emprego se for preciso, tente algo novo. Trabalhe no shopping, em uma multinacional, no banco, no asilo… Viva! Compre esmaltes amarelos, verde-limão, roxo. Use batom e rímel, e se não gostar, não use mais. Mas volte a ser a pessoa que era antes de enfrentar esse turbilhão de emoções.

O que acabou foi seu relacionamento, e não sua vida. Você não morreu, apenas foi acertada por um tiro, mas o buraco não vai ficar aberto para sempre. O sangue que jorrou até agora foi mais que o suficiente, não há mais tempo, sangue e nem vida a perder.

Então, volte a sonhar! Volte a viver, a rir, sorrir, maquiar-se e iluminar o mundo com seu jeito. Daqui um tempo quando tudo estiver em seu devido lugar, você vai encontrar alguém capaz de te fazer entender o motivo pelo qual até agora ninguém permaneceu.

Ela é a menina que grita em silêncio, e desenha em palavras o uni-verso. A Deus tudo atribui e, dele, tudo recebe. Sempre flutuando em outros mundos, mas com os pés fixos neste aqui. Como canta Ana Carolina: “é que eu sou feita pro amor da cabeça aos pés, e não faço outra coisa se não me doar”.
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