Não aceito menos do que a verdade

“Se tu soubesse,
Como machuca, não amaria mais ninguém”.

Que seja, eu brinco com você, de qualquer coisa, pode escolher, brinco de esconde-esconde, de pega-pega, de amarelinha, menos de amar, por favor. Eu nunca soube muito bem esse negócio de mentir sobre sentimentos, nunca entendi essa capacidade que as pessoas têm de inventar o que sentem sobre outras pessoas. Como é que podem fazer isso? Eu já tolerei demais, coisas demais. Mas hoje não, eu aceito tudo, mas não isso. Não aceito menos do que a verdade.

Por mais que em algumas vezes na nossa vida, em nosso íntimo, a maioria das vezes sem perceber, matemos o amor que existe dentro de nós, isso não significa, que temos o direito de forçar a morte do amor nos outros. Como assim? É que, por exemplo, existe momentos em nossas vidas em que nós queremos ficar sozinhos e não precisamos de ninguém para nos fazer companhia, mas não é porque nós estamos nesse momento que todas as pessoas do mundo tem que estar também. Cada um tem seu momento de matar o amor e depois revivê-lo.

O amor faz com que possamos aprender a nos desvendar, eu literalmente conheço-me melhor depois que amei, sem definição de tempo, existem pessoas que conheço há mais de três anos e, não sinto por elas o que consegui sentir por alguém que conheci no mesmo dia.

Existem amores que vivem e são mantidos no futuro do pretérito. Você não lembra o que é? Não se lembra das aulas de gramática? São aquelas palavras que terminam com “iria”, sabe? Alguns amores são assim, são mantidos nesse  futuro do pretérito, no “eu te amaria”, “eu gostaria”, “eu sentiria”, e não o fato consumado.

Digo que por onde passei deixei ex-amores. Alguns não sabem que foram amados por mim, outros sabem que foram o motivo do meu sorriso (e orgasmo). Com o tempo, aprendemos que a vida, nos proporciona momentos incríveis com pessoas que sequer tem a pretensão de ficar em nossas vidas, só temos que encarar tudo com menos expectativas e por consequência, menos ilusões.

Já tive paixões repentinas e o fato de saber que eram repentinas me fizeram aproveitar muito mais o momento e, sem dúvidas, não sujeitar-me à uma brincadeira com sentimentos.

Se eu soubesse antes, como machuca, amaria com mais cuidado, mas jamais deixaria de amar.
Amaria com mais intensidade e definitivamente, sem mentiras, não aceitando menos do que a verdade, afinal de contas, “de falsas alegações já bastam as dos políticos”.

Não gosta de dizer sua idade, porque acha que é meio perdida no tempo, queria morar no passado, mas é louca pelas coisas que a tecnologia pode proporcionar a vida do ser humano. Estuda na escola da vida, aprendeu da melhor forma sobre os sentimentos e escreve sobre todos eles. Escreve sobre o que sente, sobre o que gostaria de sentir e sobre o que você sente. Ou pelo menos tenta escrever. É escritora e fotógrafa. É meio engenheira e meio psicóloga, ela é meio sereia e meio pirata as vezes também, mas de uma coisa é certo, ela é total poesia.

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