sororidade – amor entre nós

Talvez você não conheça logo de cara a palavra sororidade, talvez nunca tenha se deparado com ela por ai. Sororidade, na forma mais simples da coisa, é o respeito, carinho e união entre mulheres.  Mas antes de falar mais sobre o conceito de sororidade, vou falar sobre outra coisa, e essa provavelmente todas nós conhecemos: Rivalidade feminina.

Você já teve ter ouvido algum homem ou até mesmo mulher dizer aquela frase: Homens são unidos, homens se defendem entre si. E é verdade, os homens sempre se defendem, até quando não deveriam. Mas nós, mulheres, vivemos numa guerra que foi instaurada sabe se lá quando, sabe se lá por quem, vivemos com a fissura de que qualquer mulher desconhecida é nossa arque inimiga e precisamos atirar primeiro ou nos proteger na trincheira mais próxima. Mas quem nos ensinou a nos odiarmos? Quem disse que estávamos em guerra? E pior, qual é o prêmio?

 

Eu nunca encontrei, e aposto que você também não, as respostas para essas perguntas e por muito tempo fiz a pior coisa que poderia fazer, parei de me questionar e segui o padrão que me foi ensinado.

“Olhe dos pés a cabeça as mulheres que passarem perto de você, fale mal delas para outras, não acredite na palavra delas, elas não podem ser amigas dos nossos parceiros porque são seres cruéis que os fariam, sem sombra de duvida, nos trair, compita com ela, bata de frente, fale mais alto, atire, enfrente sua rival, ganhe a guerra.”

 

Percebe que de alguma forma nossa visão está deturpada para olhar para outras mulheres, ou seja, nossa visão não é neutra, vemos outras mulheres através de lentes já prontas que nos ensinaram que elas são pessoas ruins e indignas de nossa confiança.

O primeiro passo para quebrarmos isso, além de reconhecer que a rivalidade feminina existe, é enxergamos as mulheres como pessoas que enfrentar as mesmas – e outras piores – lutas que as nossas. Quando nós olhamos para uma mulher e pensamos: “ela também foi traída, enganada, assediada, ela também sente medo, ela sente o que eu sinto.” quando olhamos para nós dessa forma, nós entendemos que não somos inimigas, ao contrário, somos aliadas.

 

Não chame a ex do seu atual namorado de louca porque ele disse que ela é louca, não acredite que a colega da faculdade é puta porque os meninos disseram que ela é, não espalhe ódio e rancor entre os círculos femininos, não exclua outras mulheres, não diminua a grandeza dela para você se sentir grande, tenha empatia, tenha sororidade!

Isso vale para suas irmãs, suas amigas intimas e para completas desconhecidas, não é preciso ser amiga para vincular-se de forma solidária.

Isso é sororidade, entende? É a gente quebrar o que foi pré-estabelecido durante todos esses anos, é dar voz á outras mulheres, porque quando fazemos isso, estamos recuperando a nossa própria.

É respeitar as decisões das outras e apoiar as mulheres que estão na linha de frente, que assumem o cargo de chefe da família, ou decidem nunca serem mães. Sororidade é, numa guerra, não deixar nenhuma outra pra trás, a guerra não é vencida se uma de nós fica sozinha enfrentando o inimigo, é necessário vencer juntas. Sei que durante todo esse tempo nos ensinaram a andarmos separadas, mas vamos usar essa e as próximas gerações parar aprendermos a andarmos juntas?

Eu estou aqui por mim e pelas outras e espero que você esteja ai por todas nós.

21 anos, garota do interior, puxa bem de leve o ‘R’ na hora de falar. Viciada em café recém passado, seriemaníaca de carteirinha, apaixonada pelo céu, pelo Sol, por cachorros e pelo Dan, é claro. E escreve também no “O mundo da Lari”.

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