Até algum dia (ou nunca mais)

Eu não sinto mais medo. Eu deixei o medo ir embora no meu primeiro adeus. E, desde que você chegou, eu realmente quis muito não precisar me despedir. Mas, para ficar, você precisava aceitar que eu sou eu e não vou mudarnem por você e nem por ninguém além de mim -, o que você não conseguiu.

Eu não estaria aqui – podendo estar onde quisesse – se não quisesse, de verdade, estar com você.

Eu escolhi você. No meio da multidão, meu olhar esbarrou com o seu e desde então eu sabia que era você quem eu havia escolhido – mas, por favor, entenda: às vezes podemos escolher errado ou confundir essas escolhas. Pode acontecer de eu ter escolhido errado – ou você -, a gente se envolveu tanto que não notou os impasses que as diferenças poderiam causar futuramente. Temos uma questão para ser resolvida: continuar ou seguir em frente? 

Eu sempre terei os meus amigos e querer poder usar uma parte do meu tempo com eles. Eu sempre vou querer ter um dia pra mim, sabe? Pra não fazer nada. Só deitar na minha cama, escolher uma playlist e cantar em voz alta (sozinha!), ou apenas ler um bom livro. Eu sempre vou querer ser um pássaro fora da gaiola – desculpa, quando me prendem, eu fujo – que não consegue receber ordens e instruções do que fazer e de como deve ser a maneira correta de viver, e é importante para mim compartilhar desse céu infinito que me permite voar sem rumo, com alguém.

Eu queria que você fosse esse alguém. 

Que fosse você com quem eu iria fazer descobertas, conhecer pessoas e lugares novos. Que era com você que eu construiria uma vida nova, sabe? Que eu começaria do zero. Que eu dividiria o peso da vida e faria o impossível caso fosse preciso, para te libertar das cargas pesadas… que seria você que me faria parar de procurar e apenas voar – sem precisar me preocupar. 

Eu não vou voltar se você mudar, porque eu não mudaria por você. Não mude por mim. Só volte se encontrar um jeito de ser você não tentando mudar nada em mim. Mesmo não querendo acreditar – afinal, criar expectativas é pior do que se entregar (dói duas vezes mais) – você tem meu número, sabe meu endereço, sabe o caminho necessário para seguir caso note que suas paranoias só existem na sua cabeça. Que para tornar o nós real, só precisa acreditar que o nós existe. O resto a gente acaba descobrindo com o passar do tempo – e de todos os momentos que ele traz. Só que não sou eu quem deve te falar, você precisa sentir o que quer e, sozinho, notar.

Quando acordar e souber qual melhor decisão se tomar, estarei aqui para te ouvir. Caso escolha desistir, vou entender, e seguir. Só não corte minhas asas porque o meu modo de voar é diferente do seu. Você não pode chegar e querer emendá-las – ser um pássaro é ser livre. E eu quero ser livre ao seu lado. Aproveitar a vida com você, sabe? Sem medo. Mas, por favor, só me procure quando conseguir me aceitar – assim mesmo, com todos os defeitos e qualidades de nascimento – e acreditar que  somos ótimos separados, mas que juntos podemos ser mais.

Então, até algum dia (ou nunca mais)!

Libriana de 21 anos que mora na Bahia e transforma em palavras tudo o que sente. Quer me conhecer melhor? Vem ler meu blog: O que sinto em palavras.

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