A maldade de fora não atinge um interior blindado

Um dia desses, enquanto assistia um programa de televisão, conheci uma história que me fez refletir de maneira absurda, talvez possa dizer que, até mesmo, tenha mudado minha vida.

Era mais ou menos assim:

“Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?” – perguntou o Samurai. “A quem tentou entregá-lo” – respondeu um dos discípulos. “O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos” – disse o mestre. “Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir…” 

Meu queixo caiu na mesma hora. É claro, como nunca pensei nisso antes? Só entra em mim o que eu permitir que entre. Nada mais.

Sempre agi como se as energias negativas de fora entrassem instantaneamente, sabe? Como se eu precisasse estar atenta o tempo todo, fugir o tempo todo, adivinhar, o tempo todo, quem é do bem e quem é do mal. Quem quer me ver sorrir e quem quer me ver chorar.

Mas eu não precisava. Nunca precisei, porque a maldade de fora não atinge um interior blindado. 

É por isso que, agora, meu coração tá fechado feito cadeia de segurança máxima. E não é por desconfiança nem nada, é cuidado. Nele só entra amor e nada além disso. Quem chega carregado de inveja, ódio ou amargura, é barrado na entrada. Porque tem gente que carrega tanto mal dentro de si que tenta transbordar um pouco dele para quem estiver por perto. Pena que minha alma já tá cheia o suficiente de amor, não sobrou espaço pra mais nada. 

Te digo, com toda a certeza do mundo, que minhas portas se abrem automaticamente pra quem quer me ver sorrir, ser feliz e realizada. Mas pra toxidez disfarçada de cuidado? Não, obrigada.

É como se eu tivesse um leitor de autenticidade de intenções. As boas entram, as falsas? Dão meia volta e vão embora. Embora junto com tudo que trouxeram na bagagem. Embora com sua inveja, sua raiva, sua toxidade.

Hoje sei que não sou teus insultos, você é. Eu não sou a opinião alheia. Eles são. 

Porque quem carrega o mal contamina a si mesmo, não quem tá por perto. Não importa o quanto tente. E, olha, tem gente que tenta bastante, e ficam ali, na espreita, esperando você desestabilizar, se acabar, se contaminar.

Pra isso, só tenho uma coisa a dizer: Minha resposta é o amor.

Taurina, viciada em Greys Anatomy e Taylor Swift, estudante de direito por obrigação e escritora por amor.
Dona do Palavras e Clichês

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