Carrie Bradshaw me ensinou que ser escritor é viver suas teorias

Desde a adolescência, o sonho de Carrie sempre foi escrever. Ela alcançou seu sonho vitoriosamente, mas, nos mostrou em cada episódio que toda teoria precisa ser testada antes de ser transformada em palavras.

A coluna de Carrie no jornal falava sobre suas experiências, seus romances, sua vida sexual, sua vida de um modo geral e, em alguns momentos, de suas amigas também. Ela observava cada detalhe ao seu redor, mesmo sem querer, estudava cada pessoa de forma individual – e olha só, é daí que saía cada texto. Cada história que era contada por ela e todas as conclusões de suas teorias mais loucas. Mas ela não se contentava em apenas observar, ela precisava ter certeza da sua teoria – ela nunca hesitou em testá-las – e isso só provava o quanto ela fazia da escrita, o seu amor.

E testar uma teoria é viver. Apenas isso.

Todo escritor precisa de uma fonte de inspiração. Mas sabe aqueles textos que tocam os leitores de forma que saem até lágrimas ou sorrisos inesperados? Isso acontece quando o escritor foi em busca da sua história. Quando ele testou a teoria do que escreveu – quando ele, de fato, sentiu tudo o que escreveu, na pele (e no coração).

Carrie mostrou para o mundo em Sex and the City, que toda boa história precisa ser vivida – se não antes de ser escrita, depois para provar que pode (ou não) ser como a cabeça do escritor imaginou que seria. Amores machucam algumas vezes mesmo e nós todos somos fortes para aguentar. Amizades decepcionam mesmo e é isso que nos torna mais fortes, sabe? Tudo o que não serve vira aprendizado no final.

Carrie lutou pelo seu sonho de ser escritora e, sozinha, conseguiu chegar no lugar que queria – e ainda alcançou coisas maravilhosas que não almejava. Tudo em nome do amor. Amor pela escrita. Amor porque ela fazia o que gostava e só escrevia o que acreditava. Carrie foi ícone na época da série não só pelo símbolo feminino que representou para muitas mulheres, mas, porque mostrou o poder que um sonho pode ter e o quanto ele pode mudar e crescer conforme for sendo realizado. Sonhar, mudar e crescer é viver.

Carrie é um exemplo de que, no final, todo texto tem um pouco de vida do autor. Todo texto tem um pouco de sentimento, amor, saudade, dor… todo texto é escrito para que o leitor sinta a mesma emoção que o autor teve ao escrevê-lo. Todo texto é uma teoria para ser comprovada um dia – e, quando errada, reescrita de outra maneira. Porque esse é um ponto positivo sobre escrever: nós mudamos com o tempo, todo o tempo, e nossa escrita, histórias, teorias, pensamentos, tudo muda junto conosco. Vamos nos reinventando a cada fase vivida. As opiniões, gostos e os sentimentos também. E, a escrita nos dá liberdade de poder reviver uma história quantas vezes for preciso, de todas as maneiras existentes, contando quantas versões forem possíveis imaginar, até, finalmente, reler e sentir o coração acelerar dizendo: aperte o enviar porque esse texto vai conseguir tocar alguém no momento em que ele precisar. 

Eu não sinto mais medo.

Não sinto mais medo do que pode acontecer se algo que eu quiser naquele momento não for como eu imagino – eu apenas vivo. Porque sei que, se doer, usarei da escrita como refúgio para ajudar alguém que se sentiu como eu. Que viveu essa teoria junto comigo.

Essa é a mágica da escrita. Essa é a minha teoria: tudo quando feito com o coração dá certo. Quando ele é quem decide sobre apertar o enviar, eu sei que alguém, em algum lugar, vai ler aquela história e sentir o mesmo que eu senti. E é daí que vem a força para persistir. E eu vivo essa teoria, todos os dias, desde que a Carrie me ensinou que viver para suas histórias é ser um escritor.

Libriana de 21 anos que mora na Bahia e transforma em palavras tudo o que sente. Quer me conhecer melhor? Vem ler meu blog: O que sinto em palavras.

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