A Hannah Baker é real – e os 13 porquês também!

Você já parou para pensar que, em algum momento na sua vida, você também já foi uma Hannah Baker? Que em algum momento da sua vida alguém te deu um porquê para desacreditar de tudo? Existem tantas Hannah’s no mundo. E sabe o que é ainda pior? Para cada um dos 13 porquês, existem milhares de pessoas por trás, milhares de pessoas que são o porquê de alguém.

Você já se perguntou se deu motivo para ser porquê de outra pessoa?

Nós não temos o controle do que alguém vai sentir com o que fazemos. Não temos noção do impacto que uma palavra, uma atitude, um bilhete, um sorriso… o impacto do que qualquer coisa feita pode causar. E a gente sabe o quanto o mundo pode ser cruel às vezes, e a crueldade do mundo pode fazer a gente não querer mais confiar. E se calar.


E é no silêncio que tudo começa a desabar.

É onde os sorrisos se tornam uma máscara usada para distanciar as perguntas. Onde os gritos de ajuda são um silêncio absoluto que traz tristeza nos olhos. E nem todos entendem os olhares que recebem, e esse pedido de ajuda passa despercebido e, algumas vezes, se tornam um adeus. Doloroso é que alguns desses adeus vem inesperados, sem aviso prévio e sem permitir uma despedida. Apenas um adeus.

Só que as pequenas atitudes do mundo podem fazer esse adeus ser adiado e, aos poucos, fazer com que ele não aconteça mais.

Quem não passa por isso não entende o que se passou na cabeça da Hannah (das muitas que existem no mundo). Lembro da cena na FITA 6, LADO B, quando a Hannah perdeu totalmente a confiança no mundo e disse que já estava se sentindo morta. Quando ela, depois de muito lutar, apenas deixou as lágrimas caírem sem parar e desistiu da luta. Deixou que a vida fosse batendo, batendo, e batendo mais forteaté ela cansar de apanhar e não querer mais se levantar. E dizer adeus.


Você percebeu que ela culpa o Clay por não ter feito à diferença no meio da multidão?

Nós sabemos que o Clay não podia impedi-la, mas ela sabia que ele era um porquê para ela lutar mais um pouco. Ela queria e precisava do apoio dele. Precisava que ele demonstrasse um pouco de afeto, de amor, de carinho; precisava que ele dissesse que estava ali, ao lado dela, e que ia ficar. Ela viu pessoas chegando e partindo toda hora, e se viu sozinha com o tempo. E cada pequena culpa relatada nas fitas tomou uma imensidão dentro dela.

Pequenos gestos fazem, sim, uma grande diferença. Boa ou ruim. Talvez se o Zach tivesse dito que guardou aquele bilhete, se ele tivesse dado apoio, ela teria lutado. Se o Clay tivesse dito que ela não estava sozinha, que ele estaria ali ao lado dela e enfrentaria o mundo se fosse preciso pro bem dela, ela teria lutado. Talvez sim. A única certeza, é que assim como cada gesto ruim acumulou dentro da Hannah, se ela tivesse visto os gestos de amor e afeto, teria ajudado ela nos dias cinzas. 

Pra você pode ser bobagem, mas até um bom dia faz diferença.

Quando um dia você acordar e, ao olhar pro celular ver uma mensagem ou receber a ligação de um amigo dizendo que precisa conversar, não ignore, vá. Se você ver um amigo chorando e ele não quiser te contar o motivo, fique em silêncio, mas permaneça ao lado dele. Não vá embora porque ele te pediu, é nesse momento que você não deve, de jeito nenhum, partir. Ele precisa de você. Largue tudo e tente ajudá-lo. Você não vai mudar tudo de uma vez, do nada, de repente. Você pode mudar aos poucos, ajudar aos poucos, até que tudo melhore. Não é uma escolha que fará tudo ficar bem, são os motivos.


Às vezes nem mesmo as Hannah’s conseguem ter noção da imensidão do que estão sentindo. E você não precisa querer solucionar e vetar o problema, mas só de estar ao lado e fazer com que ela (ou ele) saiba que existe alguém ali com quem contar, já vai ser de grande ajuda. Ame agora. Abrace agora. Não adie, nunca, porque você não tem noção da imensidão e confusão que os sentimentos de alguém pode ser. Faça a diferença ficando e mostrando que existem motivos para não desistir de lutar.

Não espere um sinal. Não espere um pedido gritante de socorro. Só não se ausente. O tempo não vai poder voltar depois.

Libriana de 21 anos que mora na Bahia e transforma tudo o que sente em palavras. Quer me conhecer melhor? Vem ler meu blog: O que sinto em palavras.

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