Eu queria seguir o baile sem tropeçar em você

Talvez o nosso lance não tenha futuro, nem remédio. Porque eu fico na minha, quieta, sozinha e em paz, mas a gente se encontra em praticamente todos os lugares, poxa. 
Até nas baladas que eu jurava que você jamais iria, você me aparece como um fantasma.
Uma assombração que eu sinto vontade da avançar ao invés de correr.  Quem explica?
Então a gente fica, se beija e dança. Faz de tudo de novo nesse boomerang gostoso que fizemos da nossa história. Todo mundo já perdeu a paciência, menos eu e você. 
Minhas amigas me condenam. Elas não entendem a nossa relação. Todo mundo fala, briga, puxa a orelha, pergunta e quer saber se é namoro, amizade ou se é ‘sério’. Eu sei lá o que é isso, gente!
Só sei que eu quero seguir o baile, mas tenho que parar de tropeçar em você.
 
O problema é que fico bem quando estou contigo. Já tentamos ficar sério, lembra? Só que foi muito sem graça. Perdeu o brilho em algum momento, aí nos separamos de novo.
E voltamos de novo.
De novo. Novamente. Cada novidade uma sensação diferente.
Isso é que torna tudo gostoso e indecifrável.  Se ninguém entende, imagina eu. Não sei você, nem quero saber, só sei que é bom esses tropeços quase propositais que dou pra me esbarrar no teu peito.
Amor? Pode ser só fogo seguido de ventania. Mas seja lá o que for, espero que demore pra descobrir. E vamos aproveitando.
Enquanto eles julgam e procuram entender, a gente se diverte. Fazer o quê?!
Baiano cá do recôncavo. Vizinho de Edson Gomes, Sine Calmon, fã de Dona Canô e dos filhos que ela deixou no mundo. Aspirante a jornalista e sonhador de um mundo melhor. Tem axé correndo no sangue e, entre acarajé e sushi… Ele fica com os dois.

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