O signo de gêmeos

Cheguei! Cheguei chegando, bagunçando a zorra toda!

Ah como esse trecho de música encaixa-se em minha realidade! É, porque eu sou geminiano, e quando chego é inevitável; todos o percebem.

Eu falo, falo muito por sinal, e sobre qualquer coisa. Podemos conversar sobre seu dia na praia, tagarelar sobre como é divertido ir ao cinema com amigos, e pautar a economia do país, sem problema algum. E depois, se quiser, posso contribuir com sua tese de mestrado. Talvez eu não tenha uma informação relevante a apresentar, mas posso ao menos, melhor organizar suas palavras e transformá-las num texto equilibrado e conciso.

Sim, eu sou o comunicador dos céus. A terceira casa do zodíaco foi privilegiada com o dom das palavras, e você nem imagina como me sinto confortável com elas. Nós geminianos somos conhecidos e reconhecidos como tagarelas, mas cá entre nós, tem muito mais que simples tagarelice em nossas conversas. Nós somos bons oradores, sabemos explicar assuntos, induzir revelações em conversas, ofertar e vender produtos, descobrir segredos do crush e muito mais. Se ao seu lado há um geminiano, saiba que em suas mãos há uma arma carregada de informações, e se há algo nessa vida que move o mundo, esse algo é a bendita da informação.

Mas como tudo nessa vida, dominar a fala tem também seu lado difícil. Eu não escolho com quem falar, simplesmente falo. Gosto de conhecer gente nova; pessoas diferentes têm histórias a contar, e isso é ótimo. Porém, meu excesso de comunicação faz com que a maioria das pessoas ao meu redor tenha a ideia de que sou falso e fútil, desesperado por atenção, e isso as leva a tentar me deixar de cantinho. Porém, eu sou o quê? Isso mesmo, geminiano, e nada abala minha contagiante energia!

Falo com todos, rio com muitos, mas são poucos os que verdadeiramente abrigo em meu coração. E esses poucos recebem uma incontável soma de amor, afeto e fidelidade, pois quando me apego, não tem o que fazer, entrego-me sem pensar. Tenha um amigo geminiano e automaticamente terás alguém para lhe abraçar quando o mundo desmoronar, para chorar quando necessário e para rir a todo instante.

Confesso que quando amamos, amamos completamente. Não é qualquer paixãozinha que nos comove não, gostamos mesmo é de transbordar. É como uma explosão de amor que contamina quem estiver por perto. Mas fica tranquilo, a explosão é rápida e pode acabar em questão de segundos. É que somos voláteis, gostamos de voar. Não nascemos para ficar presos, entende?

Não gostamos de prisão. Somos leves, somos livres. Podemos amar muito num instante, mas pro amor continuar vivo você precisa nos dar motivos, novidades, informações.

Gostamos de inteligência, de racionalidade. Não gostamos do estático, queremos movimento.

Ela é a menina que grita em silêncio, e desenha em palavras o uni-verso. A Deus tudo atribui e, dele, tudo recebe. Sempre flutuando em outros mundos, mas com os pés fixos neste aqui. Como canta Ana Carolina: “é que eu sou feita pro amor da cabeça aos pés, e não faço outra coisa se não me doar”.
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