Estou cansado de ser o que você quer que eu seja

Ouça enquanto lê:

Quero sentir meu corpo flutuar em um entorpecimento que poucas coisas são capazes de fazer.
Quero me entorpecer pra não lembrar de você e de todos os danos que você me causou.
Quero me entorpecer e desligar todos os sentimentos que tenho por você.

Quero viver entorpecida, para não mais sofrer.
O entorpecimento do que é a sua ausência, enche de presença e lembranças que eu preferiria esquecer.
Mas a gente não manda no sentir.

A gente só sente.
Sente e dói.
Sente e sofre.
Sente e não desliga.

Queria desligar, ficar em coma, enquanto você volta aqui para pegar suas coisas, tão pequenas e tão fáceis de serem substituídas por aí. Mas você faz questão de me ver. E, estando em coma, eu não te verei, não te sentirei, não falarei contigo, não mais te ouvirei. Sei que vou sentir a sua presença, e até mesmo ouvir as suas lamentações, mesmo estando inconsciente. Mas, quando eu acordar, provavelmente não irei lembrar de nada que sair da sua boca, pois sabe o que eu considero as suas palavras? Lesmas! Pegajosas e nojentas. Ignoráveis. Eu quero sentir o meu próprio amor percorrendo o meu corpo. Isso, sim, não dá para ignorar. E eu vou querer mais e mais. Vou querer me encher de coisas boas, até mesmo de red bull, vodka ou sei lá. Só não daquela marca que você costumava me trazer, afinal, assim como você, ela era ruim e descia me rasgando por dentro.

Dentro do coração, da razão, não deixando os pulmões respirarem.
Ela é tão ruim quanto você, querido.
E para mim já chega!

Chega de gente ruim,
Sentimento ruim
E aquele buraco negro que você me afundou.

Já ouviu falar em Fênix?
Eu sou uma.
Depois desse entorpecimento, depois de me desligar, depois de me limpar de você, está na hora de renascer.

E mesmo que você tente me laçar com suas correntes de pensamentos e sentimentos ruins, mesmo que tente me segurar como uma mera presa, mesmo que me tranque numa gaiola suja, será em vão, pois, como a Fênix que sou, morrerei e me tornarei cinzas.

E o vento assoprará essas cinzas para outro lugar, para que eu renasça bem longe de você.


*O título do texto faz parte da letra da música anexada no post, sendo também inspiração direta de alguns trechos.

Texto escrito em parceria: Grazielle Vieira e Emanoel

Mineira que vive no Rio, escreve em vários blogs lindos, ama Friends e Taylor Swift e, apesar de ser advogada, se encontra mesmo é na escrita. Ama café, pôr do sol no inverno, gatos e odeia pagar boletos. Dona e proprietária do Vigor Frágil

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