Você resolveu que depois de ter me visto juntar caquinho por caquinho de quem eu era iria aparecer na minha vida e destruir tudo de novo. Decidiu virar minha vida de ponta cabeça, mesmo depois de decidirmos que cada um iria seguir seu caminho, mesmo depois de termos entrado em um consenso de que nosso amor não era para acontecer, pelo menos não naquela hora. Mas você resolveu sabotar eu, você e o nosso acordo. Você reapareceu…

Você veio chegando de mansinho, como quem não quer nada, me olhando sentada na mesa ao lado do bar como se eu fosse só mais uma garota bonita na mesa e eu sabia que aquilo não duraria muito tempo. Ser discreto nunca foi o seu feitio. Foi me lançando alguns olhares nas baladinhas que esbarrávamos, foi tentando colocar ciúmes ficando com outras na minha frente – e óbvio que eu não deixei barato.

Você fez surgir em mim a famosa “pulga atrás da orelha”. Eu precisei vasculhar todas as suas redes sociais para me tranquilizar, pra saber que você não estava com outra e que talvez você também tivesse ficado tão balançado quanto eu. Que erro. Você estava com outra, ou pelo menos parecia com aqueles corações que aquela loira colocava nas tuas fotos.

Você nunca se deu por satisfeito em me ter longe de você, e eu também não. Não que a gente precise estar juntos namorando, mas precisamos um cuidar da vida do outro, sempre. Saber com quem anda, aonde vai, se está com alguém e de vez em quando dar uma aparecida só pra lembrar que ainda existimos. E você faz isso muito bem.

Quando recebi aquela sua mensagem “tô com saudades já, não dá pra gente se ver esse final de semana?” Meu coração foi na boca e voltou, você tem esse dom de fazer isso comigo. Tem o dom de me fazer largar tudo e todos só pra uma noite de amor, um mês de tentativas em vão, um ano de idas e vindas.

Nós somos os amantes que não nasceram para ficar juntos, somos os amantes que precisam viver, que precisam espatifar a cara em um muro pra depois perceber aonde é seu lugar. Somos aquele típico casal “chove, não molha”. E por mais que eu tente encontrar outros para colocar no seu lugar, nenhum é bom o suficiente, nenhum é tão intenso. São paixonites que surgem e logo passam. E você não.

Você é o frio, que chega e toma conta até do mindinho do pé e por mais que a gente se proteja, sentimos. Você é o meu famoso amor “eles nasceram para ficar juntos, mas fazem de tudo para ficar separados”. E eu estou cansada desse chove não molha. De só procurar quando acontecer algo de ruim, quando terminarmos com quem estávamos e resolvermos tentar mais uma vez, quando sentirmos a carência um pelo outro batendo. Por que você não vem e fica de uma vez?

Catarinense, escorpiana fervorosa, intensidade e impulsividade são seu sobrenome. Já passou por bons bocados e escreve para poder ser a conselheira quando o coração tá doído e sem coragem de pedir ajuda, acredita no poder que as palavras têm. Vive em uma constante evolução espiritual e emocional. Você sabe o seu nome, mas nem imagina sua história, você lê suas palavras, mas é impossível saber o peso que elas têm para ela. E quando precisar soltar o que o coração grita: danieledenez@gmail.com

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