Você nunca foi embora…

Leia ouvindo Nervous – Gavin James ♥

Me pego acordando, em plena madrugada depois de um cochilo, em cima de agenda, notebook, café e coca-cola — esse drink já não me deixa desperta mais — e olho para minha cama tão macia e quentinha. Podia estar lá entre minhas cobertas e meus travesseiros, mas o dever me chama.

O dever que tanto tem me cansado. Não que eu não goste do que eu faço, pelo contrário, eu amo. E é tão difícil a gente conseguir fazer o que a gente gosta em tempos de crise né? Mas tenho me cansado porque me enfiei de cabeça nele nos últimos tempos.

E agora, sentindo o cansaço batendo e as noites sem dormir, que percebi que depositei no meu trabalho e no tempo que tenho para me ocupar, a válvula de escape para não pensar em você. Para não pensar em nós dois.

Novamente eu te encontrei e não foi como naquele dia que nos esbarramos na rua e eu nem cumprimentei. Eu te encontrei dentro de mim. E eu te pergunto: mas será que você foi embora?

Risquei o dia do seu aniversário da minha agenda. Te apaguei dos meus contatos. Te bloqueei nas minhas redes sociais. Parei de falar em você. Falava a célebre frase “eca, nem me lembre disso” e soltava uma gargalhada quando comentavam “lembra quando você estava com fulano?”.

Negava para quem fosse e para mim mesma que ainda pensava em você. E quer saber? Não pensava mesmo. Não deu tempo, sabe? Não vivi o tempo necessário para me desligar de você. Achei que tomando as medidas tecnológicas necessárias, como te bloquear, e cair de cabeça no trabalho, seriam suficientes.

Agora caí na real, você nunca foi embora. Eu nunca te deixei ir.

Levo como ensinamento que não vai ser te bloqueando das redes sociais e ocupando 24 horas a minha mente, que você vai cair no esquecimento. Para te esquecer de verdade, eu tenho que parar de me acovardar, me esconder e encarar de frente que acabou.

Quem sabe agora sendo corajosa o suficiente para admitir que não te esqueci, as amarras se soltam e você voa para bem longe do ninho que fez dentro de mim?

Futura publicitária, tenho 23 anos de vida. 14 anos traduzindo as batidas do coração. Minha alma gêmea é a escrita. Leonina raiz e protejo como uma leoa as pessoas que amo e meus ideais. Meu sonho é seguir à risca: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Paulista criada em Minas Gerais, tudo na minha vida é "trem bão demais sô" regado a pão de queijo e café.

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