Meu coração ainda chora, mas chora em silêncio

Você fez o certo e eu não poderia interver. Fiquei de mãos atadas. Meu coração pedia “protesta, protesta a atitude dele logo”, mas minha razão gritava “para, você sabe que ele tomou a decisão mais sensata que poderia haver”. E aí eu parei. Eu estagnei. O meu mundo desabou e depois da sua resposta meu coração ficou tão vazio que acho que foi o suficiente para me manter flutuando – como um balão enchido no ar pulmonar.

Eu não cai. Mas também não flutuei aos céus. Eu fiquei no meio termo, onde as pessoas poderiam me enxergar, mas não poderiam me segurar. E sabe o que mais dói nisso tudo? Eu não sou de meios-termos.

Meu coração vive em piques. Ora ele grita desesperado seu nome, pede desesperadamente o teu beijo, o teu colo que mais se parece com um abrigo, a tua mão na minha nos tornando um único ser e a tua alma inteira e reluzente só para mim. Mas outrora ele coloca um riso meia boca e diz “vamos para a batalha” e é exatamente nessa hora que as lágrimas se tornam ácido, porque ele chora com um sorriso no rosto. Chora escondido. Chora baixinho. Chora silêncio, literalmente.

Ele chora o teu silêncio durante 4 longos e eternos anos, chora pela incerteza das tuas indiretas e provocações enquanto se mantinha omisso. Quanta valentia, né? Destruir uma pessoa somente quando você finalmente conseguiu superar e se tornou completo de novo. De certa forma, não te culpo. Eu sabia que você jamais largaria sua nova vida, seus novos vícios, seu novo status e principalmente: sua nova namorada, para reviver algo incerto. Você nunca foi de voltar atrás, tampouco era admirador do oculto.

Não, ninguém precisa saber desse dramalhão todo que você nos fez passar. Ninguém precisa saber que você fez eu perder a fé no amor. Amor não é isso, sabe? Começando do fato em que no amor você não provoca para depois dizer “eu não fiz nada, tá maluca?”. Sim, eu estou maluca. Maluca por continuar te amando. Maluca por ter apostado cada gotícula de fé que você faria do meu coração o seu novo lugar de descanso. Maluca por ter te emprestado meu amor, mas eu não sabia que você o levaria para sempre de mim.

Tudo isso parece ser eterno. Parece que meu coração vai chorar, doer, sufocar e se afogar para sempre nesse rio de decepção, talvez você nem se importe porque tem plena convicção da minha força, só esqueceu de me perguntar de onde ela vinha, mas eu te conto: minha força vinha de você. Eu vivia no quadro “reencontro” do Rodrigo Faro. Sempre te disse, né? Que se um dia eu te perdesse eu iria nos inscrever nesse quadro após alguns anos, pois é, era por isso que eu continuava firme.

Eu desacreditei disso tudo. De você. Do amor. De um futuro com você. Do quadro “reencontro”. Mas eu ainda vou deixar seu número anotado no meu caderninho, só para o caso de você perceber a grande besteira que fez e decidir voltar, sabe?

Catarinense, escorpiana fervorosa, intensidade e impulsividade são seu sobrenome. Já passou por bons bocados e escreve para poder ser a conselheira quando o coração tá doído e sem coragem de pedir ajuda, acredita no poder que as palavras têm. Vive em uma constante evolução espiritual e emocional. Você sabe o seu nome, mas nem imagina sua história, você lê suas palavras, mas é impossível saber o peso que elas têm para ela. E quando precisar soltar o que o coração grita: danieledenez@gmail.com

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