Existem pessoas que são a viagem, não o destino

Uma hora ou outra, por um motivo qualquer, alguém decide ir. Seguir sozinho. Por obra do acaso, a relação se desgasta. Nos tornamos estranhos para quem, quando tudo começou, seria o melhor dos amores das nossas vidas. Não conseguimos mais enxergar futuro ao lado desse alguém. Ou esse alguém já não enxerga a gente como companhia no futuro.

Muitos vão se desesperar. Encontrar consolo na balada. Nos estudos. No que aparecer no caminho. Cada qual enfrentando o luto a sua maneira.

O que não podemos esquecer é do que plantamos. Com o tempo e com as idas e vindas dos amores em nossas vidas, aprendemos que, como tão bem escreveu o poeta, ‘há pessoas que são a viagem, não o destino’. Não devemos ser ingratos com as viagens que fazemos. Precisamos reconhecer o valor de cada pessoa que nos ensinou o amor e as suas fases. Precisamos ter afeto pelas experiências que encheram os nossos corações de maturidade emocional, quando estamos dispostos a aprender com os tombos, claro.

É importante saber que as borboletas nunca morrem no nosso estômago, mas batem asas em busca de outros jardins. Ou simplesmente cansam de voar e dão uma pausa. Descansam. Até a primavera chegar novamente através de outro olhar, abraço e sorriso.

E quando recomeçamos, seremos outra pessoa para aquela outra pessoa. Tentaremos não cometer os mesmo erros. Reconhecendo defeitos que ajudaram a última relação definhar. Olharemos para o passado não mais com saudade, dor ou mágoa. Mas com o carinho de algo que precisávamos para continuar vivendo.

Porque o fim de uma relação é só um fim de um ciclo. De uma fase necessária em nossa vida. Uma viagem que precisava ser feita, para chegarmos ao destino com a bagagem cheia e o coração tranquilo.

Baiano cá do recôncavo. Vizinho de Edson Gomes, Sine Calmon, fã de Dona Canô e dos filhos que ela deixou no mundo. Aspirante a jornalista e sonhador de um mundo melhor. Tem axé correndo no sangue e, entre acarajé e sushi... Ele fica com os dois.

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