hugo ribas sorry mas voce e pouco pra mim

No início eu até me encantei… Você sabe disso, não sabe?!

Tudo o que eu falei e fiz foi absolutamente sincero. Eu gostei do teu jeito, cheiro, toque, beijo, tudo. Acho que por algum tempo a gente se encaixou. Ou não?!

Mas cara, qual é a tua?! Por que esse jeito tão morno de amar?!

Talvez no passado alguém tenha te machucado, ferido, fechado.

Trancado!

Só que eu cansei de esperar. E eu esperei muito, você também sabe disso.

Cansei de acreditar em palavras que jamais se tornaram atitudes.

Cansei de pensar que você era vítima do seu próprio medo.

Cansei de achar que minhas inseguranças eram pura fantasia da minha cabeça.

Apesar de dizer que me amava, que estava afim, que era a mim que você queria, você nunca esteve aberto pra nada. Eu fiquei de fora da sua vida. Sempre foi assim, desde que nos conhecemos. Eu nunca fui o seu primeiro, nem o seu segundo plano. Eu era o último plano!

Vamos ser bem sinceros?! Eu nunca fui plano nenhum.

Acontece que eu já tô calejado. Algumas dores já não me pegam mais. Eu aprendi a pular fora antes que o barco afunde, sacou?! Agora você está aí, melancólico, sem saber porque eu fui embora…

 

É que tu é pouco pra mim.

 

Faz tempo que eu aprendi a não me apaixonar pelas sobras de amor estragado. Não tenho vocação pra mendigar atenção.

É… Eu deixei você para trás, mas não doeu. O que é muito estranho para mim, que sempre sinto demais. Sou um exagerado assumido. Talvez eu tenha me acostumado a essa sensação de que a minha vida se parece com um hotel, onde os hóspedes chegam todos encantados, prontos para desfrutar de todas as mordomias e serviços que tenho a oferecer. Depois, como de costume, eles fazem suas malas e voltam pra casa, absolutamente felizes e até com uma certa saudade, mas nada muito dolorido. Uma saudade boa e simples, que logo logo será esquecida no tempo… E o hotel, mais conhecido como “minha vida” ou “eu”, fica aqui repleto de quartos vazios… Impessoalidades… Neutro, cru, até meio frio, digamos assim. 

Agora que estou longe desse teu jeito morno e covarde de amar, eu percebo que tenho um coração todo errado e sem medida.

Agora que estou longe desse teu jeito raso de se envolver, eu me lembro de alguém que, de fato, mexeu comigo e balançou todas as minhas estruturas. Ah!! Ah… Se eu tivesse feito por ele a metade do que fiz por você…

Este é meu único arrependimento: Ter deixado passar alguém que me amava de verdade. Alguém que não era como você. Alguém que sonhou junto comigo, que me fez flutuar. Alguém que me fez ter medo do tamanho que um amor pode atingir. Eu tive medo, fugi. Ele chorou e me deixou ir. E agora estamos por aí, afastados, quebrados, partidos ao meio, vivendo amores rasos e mornos. É difícil de acreditar nisso, mas os meus textos ainda são dele.

Não são seus.

Pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e escritor se fundem no que ele escreve. Conheça o blog: www.hugoribas.com.br

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