As condições necessárias para a sobrevivência do amor

Carregamos desde os nossos primeiros passos pelo “menino-mundo” a capacidade de sermos cheios de pequenos infinitos que estão, quase sempre, procurando um amor que seja apto a nos fazer sentirmos “oceânicos”, porque nele cabe a imensidão do mundo, que é tão grande quanto às junções das águas que banham, por completo, todos os cinco oceanos.

Vamos crescendo e, infelizmente, perdendo essa nossa capacidade intrínseca de procurar sentir a imensidão que nos banha. Precisamos nadar contra essa maré e buscar ficar incluso no seleto grupo daqueles que sentem, mesmo sendo um “ato revolucionário”, nesse mundo tão repleto de pessoas rasas é necessário para a sobrevivência do amor ser uma pessoa rara. É preciso ser aquela pessoa que diz tudo o que está tomando de conta do coração. Ser uma raridade. Não apagar de nós nossa estranha habilidade de querer nos afogar no nosso oceano e não temer o inexplicável que alaga os nossos sentidos.

Outra coisa crucial para a preservação do amor é que sejamos capazes de colocar as pessoas em memórias saudáveis e notar que elas atuam em nossa fábrica da felicidade e nos auxiliam a sempre buscarmos ser alguém melhor. É importante observar minuciosamente todos os detalhes, que envolvem o amor, e encará-los até decorá-los para poder manter vivos todos dentro de si. Isso mostra que você é um ser humano cheio de sonhos e expectativas. Por mais que você não saiba disso, o mundo ainda não te contou, mas ele anseia por pessoas que aguardam, em meio a tanta pressa. Sendo assim, continuarei na tentativa de mostrar que a melhor coisa a se fazer para manter o amor vivo dentro de nós é sentir, sentir das melhores formas. E se preciso for, aguardar, porque há vezes que a pressa nos consome, e o mundo prefere pessoas que sabem esperar.

Necessitamos, também, ter que calar as vozes daqueles que dizem o que “deve” ou “não deve” ser amado. Temos que ouvir a voz que exclama dentro de nós, mas insistimos em silenciá-la, mesmo sabendo que nem Van Gogh poderia retratar na mais valiosa pintura impressionista esse amor que pulsa em cada instante do nosso dia. Com o tempo, percebemos quais são as condições necessárias e propícias para ver o amor nascer. Notamos que são “requisitos” onde a simplicidade faz morada, porque nesse mundo tudo que espera-se é o descanso nas singularidades. Dessa forma, o amor pula dos seus ombros e torna-se a própria personificação do descanso.

O dia que esse amor nascer será cabal chegará sem muito barulho e alarde. Ele produzirá uma revolução que vai nos presentear com capacidades indescritíveis do que é senti-lo. Quando ele surgir será vital perceber que ele existe devido a necessidade que temos de nos apegar àquilo que emana paz. Cada um desses singulares detalhes é essencial para enxergamos que o amor só irá sobreviver no interior das melhores condições que somos capazes de oferecer.

Para continuarmos seguindo com a nossa leve capacidade de procurar um amor-oceânico é primordial conhece-lo bem e entender que não podemos considerar que ele só sobrevive quando falamos em eternidade, porque, além de eterno, ele é diário. E, somente desse jeito, vamos reparar a forma que ele gosta de banhar-se na particular imensidão que está contida na simplicidade que mundo procura de nós.

 

 

 

 

Ela tem o riso frouxo. Apaixonada pela delicadeza das coisas simples, por livros, pela a arte, flores, pizza e café com leite. Encontrou na escrita a melhor forma de expressar sua sensibilidade. Descobriu que a beleza não mora nos espelhos, da mesma forma como a arte não mora nas molduras. Ama pessoas que gostam de conversar e procura sempre a poesia que vive dentro de cada ser.

Comments

comments

Talvez você goste de...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *