hugo ribas

E não é questão de desistir ou fracassar… É questão de mudar.

Sabe quando bate aquela sede louca de mudança?! Uma vontade imensa de virar a vida de cabeça pra baixo?! Então… É isso que está acontecendo comigo neste exato momento.

Mergulhei de cabeça em amores extremamente rasos. Abri mão de mim mesmo para conquistar afetos e amizades que nunca foram verdadeiros. Sem perceber, eu me submeti a todos os tipos de anulações só para me sentir amado e acolhido por aquelas pessoas que eram importantes para mim.

Eu estava enganado…

Tudo o que encontrei pelo caminho foram rastros de desilusão. Reciprocidade zero. Decepções e amarguras da vida.

Reconheço que muitos dos meus amores foram frutos de pura carência. Eu não queria ficar sozinho. Entreguei-me às piores pessoas que você pode imaginar! Mas eu também amei de verdade. E esses amores verdadeiros deram muito azar… Experimentei o gosto azedo do abandono. Fui jogado no precipício da solidão. Ninguém quis me salvar.

Comecei a perceber que todos os meus sonhos e relacionamentos eram iguais. Os começos, os meios e os fins se repetiam, um atrás do outro… O encanto se perdeu… A esperança morreu.

Admito que cheguei a perder o gosto pela vida. Nada mais tinha graça. Acordar, trabalhar, amar, estudar, dormir… Tudo isso se transformou em ingrediente para uma sopa rala. Insossa.

É o peso da realidade. A verdade nua e crua, despida de qualquer máscara e ilusão. Não dá para construir a vida em cima de castelos de areia.

 

Cansaço era tudo o que eu sentia. Eu estava cansado de viver as mesmas histórias, sonhar os mesmos sonhos, amar as mesmas pessoas. Às vezes tudo se resume a uma única e simples atitude. Para isso é preciso ter coragem, muita coragem. E eu tive. Eu tenho.

 

Coloquei na palma da mão todas as minhas dores e as minhas saudades. Coloquei também todas aquelas relações que nunca me levaram à lugar algum, pessoas que pisaram nos meus sonhos, gente que fuzilou o meu amor próprio. Coloquei na palma da minha mão todos os meus medos e lembranças amargas do passado. Enchi as minhas mãos com os meus traumas, inseguranças e mágoas. Elas estavam cheias de remorsos, ódios e irrealizações. Cheias das pessoas que me julgaram e me detonaram.

Peguei tudo isso joguei pro alto.

Joguei aquela vida repetitiva. Aquele amor que era só ilusão.

Joguei aquele medo de perder pessoas que nunca foram minhas.

Joguei no lixo as pessoas que me fizeram mal…

Atirei num precipício todas as palavras que me fizeram mal e que envenenaram os meus últimos resquícios de amor próprio.

Joguei para o alto, inclusive, todos aqueles que me pediram para não fazer isso.

Acontece que às vezes estamos chorando por dentro, sofrendo calados… E ninguém se incomoda com isso. Ninguém quer saber se estamos bem ou mal. Para eles, o importante é que a gente nunca mude, que tudo continue no seu devido lugar, estão acomodados em suas dores também… Não querem que alguém faça o que eles não tem coragem de fazer: JOGAR TUDO PARA O ALTO.

É por isso que eu digo: Ah eu vou jogar tudo para o alto sim. E ninguém vai me fazer mudar de ideia.

Pisciano, escritor, leitor e também uma metamorfose ambulante. Adora se perder em sentimentos escritos e nem sempre consegue se encontrar em suas próprias palavras. Personagens, narrador e escritor se fundem no que ele escreve. Conheça o blog: www.hugoribas.com.br

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