Tom Jobim que me perdoe, mas eu vou discordar que é impossível ser feliz sozinho. Na minha vida, nunca estive em uma fase tão incrível quanto estou agora, sozinha. Eu comprovo: é possível sim, ser feliz sozinho. Mas concordo que fundamental é mesmo o amor — o mundo precisa tanto né? O amor por si mesmo, o amor pelo próximo, o amor em um lindo relacionamento ou amor pelo que for.

Nunca achei errado precisar ter alguém. Acho até corajoso quando alguém assume que precisa de uma companhia e um amor ao lado — até por estarmos em pleno século 21 mais conhecido como o século do desapego. Admito que sempre fui dessas pessoas dependentes de companhia, mas com o tempo, com as desilusões, algo eu aprendi: não insistir em quem não quer ficar. E quanto mais dependia de alguém, mais eu depositava expectativas infundadas.

Foi aí que eu vi que eu me bastava.

Estou levando a vida na calmaria, sem aquela sede de relacionamento. Sem dor de cabeça, sem ficar preocupada com respostas no WhatsApp, sem precisar me arrumar para sair para jantar. Agora posso perfeitamente ficar de pijama rasgado e mais largo que gola de palhaço.

Posso comer o cachorro-quente gigante do centro da cidade e me lambuzar sem estar passando vergonha na frente do crush.

Posso até me despreocupar com as amiguinhas do boy.

Comecei a gostar mais de organizar a bagunça do meu quarto do que a bagunça dos meus relacionamentos antigos.

Mas, na real? Não tem coisa melhor na vida que você aprender que o amor para transbordar em um relacionamento tem que vir de dentro de você. Quando você aprender que você pode ser feliz sozinho, sem depositar a felicidade em outro alguém, você vai ter aprendido que se basta. E quando sua companhia bastar, a do outro vai somar.

Então se precise, se baste, se ame. O resto? Que venha com o tempo, que venha para somar, que venha para transbordar. E principalmente, que venha quando você nem esperar e nem precisar. Que venha quando for para te alegrar e você não vai se decepcionar.

Futura publicitária, tenho 23 anos de vida. 14 anos traduzindo as batidas do coração. Minha alma gêmea é a escrita. Leonina raiz e protejo como uma leoa as pessoas que amo e meus ideais. Meu sonho é seguir à risca: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Paulista criada em Minas Gerais, tudo na minha vida é “trem bão demais sô” regado a pão de queijo e café.

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