Clique e ouça Dead Sea – The Lumineers

Hoje eu parei de te seguir nas redes sociais. Hoje mais cedo eu entrei no seu perfil do facebook e olhei pela última vez sua foto. Me deixei mergulhar nos teus olhos através da tela do computador – que é o mais próximo que poderia chegar deles -. Eu olhei as tuas ultimas postagens e deixei que qualquer palavra sua saísse do meu peito. 
Eu parei de acompanhar a vida de alguém que fez parte da minha vida por algum tempo e depois decidiu não fazer mais. Talvez você ache imaturo da minha parte fazer isso, mas é que eu precisava, entende? Eu precisava olhar pela última vez o rosto, os gostos, os pensamentos, de alguém que precisava deixar para trás.

E eu fiz. Te deixei aí, nas tuas redes sociais, nos teus milhares de amigos virtuais, nas histórias que planejei viver contigo. Porque percebi que se eu fui a responsável por criar essa versão tua, uma versão que viveria uma vida comigo, então também sou a responsável por apagá-la. E já que apagar do coração ainda é pedir muito, apaguei dos lugares que consigo, do facebook, das conversas gigantes sobre as suas músicas preferidas e os lugares que você planejava conhecer. Apaguei um pedaço seu para que uma parte minha pudesse novamente voltar a viver. Olhei pela última vez o seu sorriso em uma fotografia e o guardei em minha mente. E ele ficará lá até resolver não estar mais.

Eu poderia dizer que você é página virada em minha vida, um capítulo que eu apaguei, mas é mentira, você ainda é um capítulo vivo e lúcido, um capítulo que estou vivendo. E pra ser sincera, não acho que vou virar essa página nunca. Porque deletar essa página significa deletar também todos os momentos bons que vivemos, quando eu apago uma parte da nossa história, estou apagando toda ela. E eu não quero apagar. Foi uma história importante e necessária, e mesmo que não tenha tido um desses “finais felizes” convencionais que todos esperam, teve um ponto final meio rabiscado, meio contra a vontade que eu tentei de todo jeito transformar em vírgula, mas teve um fim. E se tem algo que eu aprendi contigo é que fins são necessários para que hajam recomeços.

Mesmo que de uma forma dolorida, eu aprendi com a nossa história, eu me fortaleci durante ela. Mas por hora, eu preciso parar de ver suas fotos e suas confirmações em eventos no próximo fim de semana, eu preciso parar de me sentir insuficiente toda vez que abro o celular. Eu preciso entender que você seguiu em frente e está na minha hora de seguir também. 

22 anos, garota do interior, puxa bem de leve o ‘R’ quando fala ‘porta’. Em algum momento percebeu que sua voz não era ouvida, passou então a escrever tudo o que sentia. Quando percebeu que as pessoas gostavam de ouvi-la, encontrou na escrita uma ponte capaz de ligar corações. Viciada em café recém passado, em Greys Anatomy, na Mulher Maravilha, apaixonada por dias nublados, por cachorros e pelo Danilo, é claro. Escreve também no “O Mundo da Lari”.

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