Se você já assistiu a série Sex and The City vai amar esse livro! Conta a história de Carrie Bradshaw durante a adolescência, na pequena cidade de Castlebury, nos agitados anos de 1980.

O livro tem uma série homônima, que durou duas temporadas, mesclando as histórias de Os diários de Carrie e a sua continuação.

No livro, Carrie está no último ano do high school (equivalente ao ensino médio no Brasil). O enredo mostra que desde cedo ela já tinha o desejo de ser escritora.

– Vai mudar de ideia. Todas as mulheres mudam.
– Eu não. Vou ser escritora.
– Você parece uma escritora – diz ele.

Como toda boa história que se passa em um colégio norte-americano, a personagem principal possui amigos inseparáveis, uma grande rival (a garota mais popular) e uma queda irreparável pelo cara diferentão e novato, Sebastian Kidd. Quem esperava se deparar com as amigas da Carrie adulta de Sexy and the City vai se decepcionar. No primeiro livro elas ainda não se conheciam.

Tudo isso pode soar muito clichê e, de fato, no início da leitura eu imaginei que iria ler apenas mais um enredo adolescente com um desfecho óbvio. Confesso que me enganei! Afinal, é preciso lembrar de uma coisa: O livro se trata da Carrie Bradshaw minha gente! Jamais poderia ser clichê, não é?

Através de uma narrativa juvenil suave e, ao mesmo tempo, bem estruturada, a autora Candace Bushnell mostra uma Carrie começando a transitar entre o final da adolescência e o início da vida adulta, suas frustrações diante de algumas amizades, alguns pequenos dramas familiares envolvendo suas duas irmãs e seu pai (viúvo), seu grande sonho de ser escritora e seu lugar no mundo (em Nova York, claro).

Viver em uma cidade grande, trabalhar com o que ama e, quem sabe, encontrar um grande amor. Esses são os combustíveis que movem Carrie. Aliás, a duras penas, a jovem Bradshaw vai descobrindo que antes de gostar de alguém ela precisa gostar de si primeiro. Se ela consegue aprender isso até o final do livro não posso dizer. Minha religião não permite spoilers.

Em vários momentos do livro há diálogos baseados no feminismo e no empoderamento da mulher, na aceitação da homossexualidade e na quebra de padrões. Foram esses momentos do livro que me fizeram enxergar a importância e qualidade do que eu estava lendo. Foram muito bem construídos.

E é tudo por causa do Sebastian. Às vezes acho que todos os problemas do mundo são causados pelos homens. Se não existissem homens, as mulheres sempre estariam felizes.

[…]

– Tem razão – diz Mouse, pegando minha deixa. – Sabe o que dizem por aí: uma mulher precisa de um homem tanto quanto um peixe precisa de uma bicicleta.

Carrie sonha em ser uma escritora e viver disso. Não preciso nem dizer o quanto essa característica da personagem me atraiu. Enquanto a história é narrada pela jovem fascinada por moda, desejosa de poder viver algo diferente do que seu pai sonha para ela – estudar em uma faculdade próxima a cidadezinha onde vive –, ela é instigada a pensar sobre sua aspiração à escrita e traz reflexões interessantes para nós que escrevemos e sobre a importância de acreditar em nossos sonhos.

O livro tem muito potencial e é um retrato maravilhoso da Carrie quando adolescente. Afinal, quem nunca sonhou como ela? Se eu pudesse definir o livro em poucas palavras, diria que ele é surpreendentemente leve e irreverente como nossa querida Bradshaw.

O livro possui uma continuação, O Verão e a Cidade. Em breve vou resenhá-lo para vocês, combinado?

Informações adicionais:
Título original: The Carrie Diaries
Nº de Páginas: 400
Assunto: Romance americano
Editora: Galera Record

Sou pernambucana, jornalista, geminiana, amo café e campo de girassóis. Escrevo desde pequena e sigo confiante no propósito de viver todos os dias a magia da inspiração e da criatividade em tudo que faço.

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