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Eu tenho um amigo que é quase um irmão pra mim, somos muito próximos e arrisco dizer que ele é o meu melhor amigo. Conversamos sobre tudo o tempo todo. Acontece que há algumas semanas esse meu amigo teve uma mudança em sua rotina, e pela correria que está sua vida atualmente, não conseguimos nos falar com a mesma frequência de antes.

 

Antes tudo que acontecia comigo eu corria e contava pra ele, a gente divagava por algum tempo sobre a situação e seguia com a vida. Acho que todo mundo tem uma pessoa assim, uma pessoa que divide quase que todos os momentos contigo, os bons, os não tão bons, os péssimos, enfim, as coisas que vivemos durante o dia e vamos dividindo com quem amamos e confiamos.

 

Só que desde que meu amigo começou nessa nova rotina, e o tempo para conversarmos ficou mais curto, eu percebi que alguns momentos que vivo eu não terei ninguém para dividir, será apenas eu, só terei a minha companhia. E ficou aquela pergunta no ar: Será que é o suficiente?

 

Eu tenho outros amigos, é claro, tenho a sorte de estar cercada por pessoas que me amam e com certeza estão aqui por mim, mas nem sempre as pessoas estarão 100% disponíveis pra você, entende? E isso é normal. Todo mundo vive nessa correria louca da vida e todos precisam de um tempo pra si.

 

E outro dia quando coisas ruins aconteceram e eu me vi sozinha tendo que lidar com todos aqueles sentimentos e situações, eu percebi a importância da gente amar nossa própria companhia. Parece que criamos uma tendência de procurar no outro as respostas para as nossas perguntas, que quando o outro por algum motivo não está próximo para nos fornecer essas respostas, nos sentimos extremamente perdidos.

 

A gente esquece que o nosso interior também está cheio de respostas, também está cheio de conselhos e que  sempre, sempre mesmo, podemos nos escutar. É claro que é maravilhoso e reconfortante ter alguém para dividir os problemas, as alegrias, nos mandar engolir o choro e seguir em frente, mas quando não tiver ninguém por perto para fazer isso, você precisa ser forte e fazer isso por si mesmo. 

 

 

Eu percebi nesse dia em que me encontrava perdida e esgotada da vida, que a gente não consegue fugir de nós mesmos. Por isso é tão importante se sentir bem com a própria companhia, acreditar em si mesmo, confiar nos próprios conselhos. É importante entender que em alguns momentos será só você, dividindo a dor e uma situação ruim, em alguns momentos, por mais cheio de amigos e pessoas que te amam você seja, em alguns momentos não haverá ninguém além de você.

 

Então antes de sair se enchendo com os amores dos outros, os conselhos dos outros, antes de entregar totalmente sua vida nas mãos de outras pessoas, entenda que você precisa se bastar, você precisa conseguir encontrar paz aí dentro, algumas coisas ninguém poderá fazer por você. Não permita que os outros protagonizem uma história que é sua. Afinal, nós não gostamos da solidão por estar só ou por ter que lidar única e exclusivamente com a nossa própria companhia?

22 anos, garota do interior, puxa bem de leve o ‘R’ quando fala ‘porta’. Em algum momento percebeu que sua voz não era ouvida, passou então a escrever tudo o que sentia. Quando percebeu que as pessoas gostavam de ouvi-la, encontrou na escrita uma ponte capaz de ligar corações. Viciada em café recém passado, em Greys Anatomy, na Mulher Maravilha, apaixonada por dias nublados, por cachorros e pelo Danilo, é claro. Escreve também no “O Mundo da Lari”.

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