“Tartarugas até lá embaixo” é um livro narrado por Aza Holmes, uma adolescente de 16 anos que vive com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Se você não sabe, TOC é uma doença mental marcada pela presença 
de obsessões e compulsões. (Fiz um vídeo explicando um pouco sobre TOC, 
clique aqui para assistir).

Aza tem pensamentos invasivos sobre doenças, germes, bactérias e está sempre com o dedo machucado (causado por ela). A garota perde boa parte do seu dia com estes pensamentos e seus rituais de trocar o band-aid. O livro nos leva a mergulhar no dia a dia de uma pessoa que possui a doença e vemos, de perto, o quanto é sofrido lidar com estes pensamentos.

A sua melhor amiga é Daisy, fanática por Star Wars e escritora de fanfics. Elas sempre se encontram no restaurante Applebee’s e jantam com diversos cupons. A vida de Daisy não é muito fácil. Ela estuda, trabalha bastante e divide seu tempo para também escrever sua fanfic pelo celular (por não ter um computador).

A história do livro é marcada por um mistério que ronda a cidade. O grande bilionário Russel Pickett está desaparecido e a polícia vai recompensar a pessoa que souber do paradeiro e que fornecer informações com cem mil dólares. Daisy se interessa demais pelo dinheiro e convence Aza a embarcar nessa jornada para descobrir algo sobre Russel, já que Aza conhece o filho mais velho do desaparecido, o Davis Pickett. A partir daí, as duas se unem para buscar alguma prova sobre o bilionário que seja aceita pela polícia, para então colocar a mão nessa grana.

Daisy convence Aza a reencontrar Davis, que por sinal fora seu antigo colega de acampamento. Davis é inteligente, tem um blog secreto (que Aza logo descobre, bem no estilo FBI) e não está tão interessado no dinheiro do seu pai. Já podemos suspeitar que algo vai rolar entre os dois, né? Afinal, John Green não poderia deixar um leve romance de fora!

O livro me surpreendeu. Confesso não ser a maior fã de John Green, mas não podia deixar de ler este por causa de sua temática. Além de TOC, nos deparamos com a saudade de pessoas que já se foram, perdas, reconciliações, mundo nerd, parcerias e a importância da amizade. A leitura foi convidativa, fiquei presa nas páginas e não desgrudei enquanto não acabou (tenho mania de ler vários ao mesmo tempo, mas dessa vez foi diferente).

Vale a leitura! O mistério do bilionário desaparecido te prenderá do início ao fim e você ficará surpreso. Fiquei triste quando o livro acabou, apesar de ter me irritado um pouco com Daisy (sou mais Aza, por entender seus pensamentos).

 

Tem coração que bate. O meu, escreve. 24 invernos bem capricornianos, colecionadora de passagens de viagens, não pensa duas vezes antes de botar o pé na estrada. Mas cursa Jornalismo, é estagiária e você sabe como é, né? Tenho mania de não falar pelos cotovelos, mas escrever como um furacão. Conheça meu blog também e eu te pago um café: www.1quartodecafe.com (pode cobrar!)

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